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Pequena Reflexão: Mês do Coração de Jesus

  • Foto do escritor: Blog Schola Cantorum
    Blog Schola Cantorum
  • 23 de jun. de 2024
  • 3 min de leitura

Atualizado: 25 de jun. de 2024



Ao longo da história da Igreja, Nosso Senhor tem revelado de maneiras diversas os tesouros de seu Coração Sagrado aos homens. A devoção a Ele tornou-se uma luz de misericórdia e de esperança continuamente derramada sobre a face da Terra. Uma dessas manifestações divinas, entretanto, sobressai pelo extraordinário conteúdo de sua mensagem. Ela se deu no abençoado recesso de um convento de Visitandinas, erguido no centro da França, às margens de um rio de águas límpidas e tranqüilas.


Fiel reprodução arquitetônica da célebre abadia de Cluny, o mosteiro de Paray-le-Monial foi construído no séc. XII, e até hoje causa admiração pela grandiosa harmonia de suas proporções, a sobriedade e o equilíbrio de suas torres, a força e a sobranceria de seu campanário octogonal. No interior, o sol se difunde pelos deslubrantes vitrais policromados, entre paredes de pedra e elegantes colunas romanas, uma claridade própria à oração e à meditação.




Créditos Música de Fundo: Dream & Discoveries (Tony O´Connor)


No século XVII, este ambiente de fé e austeridade era habitado pelas religiosas da Ordem da Visitação, fundada por São Francisco de Sales e Santa Joana de Chantal. Ora, segundo expresso desejo de seu Pai e Fundador, essas monjas eram muito devotas do Sagrado Coração de Jesus, e de modo particular a Irmã Margarida-Maria Alacoque. Para tanto a conduziam a riqueza de suas virtudes, o entranhado fervor de uma vida de oração que a uniam cada vez mais ao Divino Mestre, como também o fato de ser favorecida por diversas visões nas quais Nosso Senhor lhe ia revelando, pouco a pouco, os infinitos tesouros de seu amor para com os homens.


Entre essas aparições, quatro se destacam pela importância das palavras e promessas que encerram. A primeira delas ocorreu no dia 27 de dezembro de 1673, festa de São João Evangelista. A data parece ter sido escolhida com cuidado pela Providência, a fim de conferir a essa visão um significado especial.


Encontrava-se a Irmã Margarida-Maria na capela do convento, ajoelhada junto à grade do coro, em profunda adoração ao Santíssimo Sacramento exposto sobre o altar-mor. De súbito, sentiu-se assumida por essa divina presença, de maneira tão forte que se esqueceu de todo o resto, do tempo e do lugar onde estava, não vendo senão o Espírito que havia envolvido e cativado sua alma. E assim arrebatada em êxtase, ouviu Nosso Senhor que a convidava para tomar ao lado d’Ele o lugar que São João tinha ocupado na Santa Ceia.


Sob o influxo dessa visão, a Irmã Margarida-Maria penetrou mais fundo que nunca nos mistérios do Sagrado Coração de Jesus, manifestados a ela em anteriores aparições, por assim dizer preparatórias das grandes revelações que agora começavam. Sobrepujando as outras em importância, esta do dia 27 de dezembro de 1673 acontecia em proveito da Igreja e da humanidade inteira. Nesse dia, Nosso Senhor apareceu à santa vidente, menos para consolá-la e instruí-la, do que para encarregá-la de apresentar ao mundo os tesouros de misericórdia e de graças acumulados em seu Coração Sagrado.


Jesus apareceu a Margarida Maria por 17 anos, até o dia da sua morte, quando a tomou pela mão para levá-la consigo. Ele a chamava "discípula predileta"; a ela comunicou os segredos do seu Coração e a fez partilhar da ciência do amor. A religiosa também recebeu de Jesus uma grande promessa:


os que recebessem a comunhão, por nove meses consecutivos, na primeira sexta-feira do mês, receberiam o dom da penitência final, ou seja, morrer recebendo os sacramentos, sem ter pecado.


Jesus pediu-lhe ainda que pedisse ao rei da França, Luís XIV, para consagrar o país ao Sagrado Coração. Porém, a Santa não recebeu resposta do soberano. Em uma das suas visões, Jesus lhe aparece com suas cinco chagas, que no dizer de Santa Margarida Maria eram "brilhantes como cinco sóis e a sua sagrada humanidade lançava chamas de todos os lados, mas sobretudo de seu sagrado peito, que parecia uma fornalha":


"Era-me representado aquele Sagrado Coração como um sol brilhante de luz vivíssima, o qual lançava seus raios ardentíssimos a prumo sobre o meu coração, que logo se sentia abrasado de um fogo tão ardente, que parecia reduzir-me a cinzas; e era particularmente nessa ocasião que o meu Divino Mestre me mostrava o que ele de mim queria, e me descobria os segredos daquele amável Coração."


Quando se ama, tudo fala de amor, até nossos trabalhos que requerem nossa total atenção podem ser um testemunho de nosso amor”, dizia santa Margarida Maria Alacoque, a quem o Sagrado Coração de Jesus apareceu e cuja devoção celebramos em todo o mês de junho.






 
 
 

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