MENSAGEM SOBRE O ANO SANTO JUBILAR DE 2025
"Aos caríssimos sacerdotes e fiéis leigos da nossa caríssima Administração Apostólica Pessoal São João Maria VianneyMinha cordial saudação e carinhosa bênção episcopal a todos Já nos aproximamos do ano santo que, por bondade de Deus e de nossa Santa Mãe Igreja, teremos a oportunidade de viver com o Jubileu de 2025. Na tradição católica o jubileu é um importante evento religioso. É um ano de misericórdia em que a todos é facilitada a possibilidade da remissão dos seus pecados e suas penas correspondentes, portanto, um ano marcado pela conversão e pelo sacramento da penitência. O Ano Santo também nos interpela a viver a misericórdia para com o próximo, a solidariedade, e, sobretudo, a esperança. Neste período, sobretudo, a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo deve brilhar diante de todos como portadora de vida e de graça para toda a humanidade.
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Hino Oficial do Ano Santo Jubilar
Texto original italiano: Pierangelo Sequeri
Texto versão portuguesa: António Cartageno
Música: Francesco Meneghello
Chama viva da minha esperança,este canto suba para Ti!
Seio eterno de infinita vida,no caminho eu confio em Ti!
Toda a língua, povo e nação tua luz encontra na Palavra.
Os teus filhos, frágeis e dispersosse reúnem no teu Filho amado.
Chama viva da minha esperança,este canto suba para Ti!
Seio eterno de infinita vida,no caminho eu confio em Ti!
Deus nos olha, terno e paciente:nasce a aurora de um futuro novo.Novos Céus,
Terra feita nova:passa os muros, ‘Spirito de vida.
Chama viva da minha esperança,este canto suba para Ti!
Seio eterno de infinita vida,no caminho eu confio em Ti!
Ergue os olhos, move-te com o vento,não te atrases:
chega Deus, no tempo.Jesus Cristo por ti se fez Homem:
aos milhares seguem o Caminho.
REFLEXÃO
Durante o caminho, muitas vezes surge nos lábios o canto, quase como se fosse um companheiro de confiança para exprimir as motivações do viajante. Isto vale também para a vida de fé que é peregrinação à luz do Senhor Ressuscitado. As Sagradas Escrituras estão impregnadas de canto e os Salmos são um exemplo marcante disso: as orações do povo de Israel foram escritas para serem cantadas e, no canto, apresentar diante do Senhor os acontecimentos mais humanos. A tradição da Igreja não faz senão prolongar esta união, fazendo do canto e da música um dos pulmões da própria liturgia. O Jubileu, que por si só se exprime como evento de um povo em peregrinação à Porta Santa, encontra também no canto um dos modos para dar voz ao seu lema, “Peregrinos de esperança”.
O texto elaborado por Pierangelo Sequeri foi oferecido à criatividade musical para os que se inscrevessem a participar no "Concurso Internacional para o Hino do Jubileu 2025". A letra intercepta os numerosos temas do Ano Santo.
Em primeiro lugar, o lema “Peregrinos de Esperança” encontra o seu melhor eco bíblico em algumas páginas do profeta Isaías (Isaías 9 e Isaías 60). Os temas da criação, da fraternidade, da ternura de Deus e da esperança no futuro ressoam numa linguagem que não é “tecnicamente” teológica, embora o seja na substância e nas alusões, de modo a fazê-la soar eloquentemente aos ouvidos do nosso tempo.
Passo a passo, o povo fiel, na peregrinação de cada dia, apoia-se com confiança na fonte da Vida. O canto que surge espontaneamente durante o caminho (cf. Agostinho, Discursos, 256) dirige-se a Deus. É um canto carregado de esperança, como quea mostrar que estamos libertos e amparados. É um canto acompanhado pelo desejo de que este chegue aos ouvidos d’Aquele que o faz brotar. É Deus que, como uma chama sempre viva, mantém acesa a esperança e dá energia ao passo do povo que caminha.
O Profeta Isaías vê repetidamente a família de homens e mulheres, filhos e filhas, regressando da sua dispersão, reunidos à luz da Palavra de Deus: «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9, 1). A luz é a do Filho que se fez Homem, Jesus, que com a sua própria Palavra reúne todos os povos e nações. É a chama viva de Jesus que move o passo:
«Levanta-te, veste-te de luz, porque vem a tua luz, a glória do Senhor brilha sobre ti» (Isaías 60,1).
A esperança cristã é dinâmica e ilumina a peregrinação da vida, mostrando o rosto dos irmãos e irmãs, companheiros no caminho. Não é uma peregrinação de lobos solitários, mas um caminho de povo, confiante e feliz, que se move em direção a um Novo destino. O sopro do Espírito de vida não deixa de iluminar a aurora do futuro que se está prestes a despontar. O Pai celeste observa com paciência e ternura a peregrinação dos seus filhos e abre-lhes o Caminho, indicando Jesus, o seu Filho, que se torna espaço de caminho para todos.
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